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Agora temos também uma página no Facebook onde vamos divulgar as novidades que estamos preparando—entre elas, um zine digital e um evento recheados de coisa boa.

Curta a página e compartilhe nossas imagens e publicações no Facebook para chamar mais gente para nossa luta por mais representatividade e diversidade na literatura especulativa brasileira.

Tradução: Ela devorava um livro atrás do outro.

Tradução: Ela devorava um livro atrás do outro.

Irradiando o Manifesto

Clipping

Já faz mais de dois meses que publicamos o Manifesto Irradiativo e convidamos todo mundo para participar dessa campanha e entrar na luta com a gente. Até o momento da publicação desse post, 140 pessoas já assinaram o manifesto (e algumas deixaram mensagens maravilhosas e corações, dá uma olhada lá na página; e, se você ainda não assinou, assine!).

Nosso chamado repercutiu entre autores, editores, leitores e blogs de literatura e cultura pop. Jim escreveu sobre o manifesto no blog dele e eu escrevi algo também no blog Nem Um Pouco Épico e no meu blog em inglês.

Abaixo, compilei um apanhado do que o pessoal andou colaborando para essa conversa aberta sobre representatividade e visibilidade na literatura especulativa nacional:

O blog ConversaCult falou sobre as vozes em posição de privilégio que apagam e silenciam minorias:

“Se vemos essa situação na sociedade como um todo, não seria diferente no meio das artes. As obras de ficção de maior destaque, no geral, partem daquela perspectiva do homem branco cis heterossexual e são muito excludentes. É por isso que, através de nossos textos, buscamos sempre valorizar a diversidade e defender sua representação em tudo o que lemos e assistimos. Reconhecemos a importância da representatividade e hoje demonstramos publicamente o nosso apoio ao Manifesto Irradiativo, organizado por Alliah e Jim Anotsu.”

A escritora Babi Dewet destacou o manifesto no blog dela e deu um sacode pro pessoal agir:

“O Manifesto está no ar desde o começo desse ano e é nosso papel, como escritores, leitores, blogueiros, entusiastas e seres humanos, de assinar, divulgar, falar sobre isso, colocar a mão na massa e garantir que nossas vozes sejam ouvidas.”

O blog literário Muito Pouco Crítica divulgou os cartazes e falou para sairmos de nossa zona de conforto e não nos calarmos.

Vicky Doretto declarou seu apoio total ao manifesto e escreveu em seu blog sobre o papel da empatia na leitura de histórias diversas:

“É através da literatura que muitas pessoas podem ter a chance de mostrar sua cultura, o que acreditam, quem são e onde vivem e não podem, não devem, ser deixadas de lado, num canto qualquer.”

Adriana Strix falou brevemente sobre a problemática da diversidade em suas criações:

“A maioria dos meus personagens é brasileira e, como brasileiros, vêm em todas as cores, formatos e crenças. Porém, ao fazer tirinhas, eu costumava tender ao menor esforço de escolher uma cor aleatória (e clarinha :P) como “cor de pele” e sair pintando todo mundo com essa cor. Até que recentemente, isso começou a me incomodar. Toda homogenização leva ao tédio, porque limita suas possibilidades. Como na análise combinatória, cada fator de diversidade que você inclui multiplica enormemente suas possibilidades de combinação.”

O escritor Heitor Serpa também postou em seu blog que seu processo de escrita se transformou com a preocupação com a diversidade:

“Foi então que eu comecei a mudar minha própria worldbuilding. Não neguei a influência estrangeira que permeia nossa cultura; os matadores encapuzados, reis e piratas continuam lá, mas ficou muito mais fácil de pesquisar e construir a partir do momento que troquei os lobos de uma floresta europeia por jaguares aqui do nosso continente. Aprendi que as diferenças anatômicas femininas não contam durante a confecção de uma armadura (valeu repair her armor!), e que ressaltá-las a todo tempo dá um aspecto alienígena ao que deveria ser humano. Da mesma forma, o que não condiz com minhas crenças/escolhas não deve se tomar, obrigatoriamente, como caricato.”

Marco Rigobelli escreveu um ótimo post sobre o manifesto, comentando sobre o ambiente tóxico de determinadas comunidades online que acabam afastando as pessoas e silenciando discussões importantes, e destacando a importância da ação que todos devemos tomar para que as mudanças aconteçam:

“O papel da ficção enfraquece quando ela mesma torna-se conformista em relação ao mundo que quer representar. A mensagem se perde quando ela está direcionada a apenas um grupo pequeno e específico de pessoas que não se importa muito com a conformidade porque ela as favorece.”

Neo escreveu um artigo maravilhoso cobrindo várias problemáticas sobre visibilidade e representatividade, focando em responder (de maneira muito bem articulada) os principais argumentos do pessoal anti-diversidade:

“Sendo bem sincera, eu meio que já me convenci de que, se a representação de diversidade dos livros mainstream lá de fora é trágica, a daqui se encontra pela hora da morte e respirando com ajuda de aparelhos e que por isso não há nada que eu posso fazer. É quase como se eu não levasse a sério a possibilidade de escritores brasileiros realmente se empenharem para incluir personagens diversificados, e acredito que essa ideia venha das discussões de que participo de vez em nunca sobre sexismo, homofobia, transfobia, etc, onde boa parte das pessoas sempre expressa (veementemente, eu diria) sua opinião de que esse papo de diversidade é querer controlar o processo criativo do escritor, que é criar um sistema de cotas, que o autor tem o direito de fazer o que quiser, etc, etc, etc.

Nessas discussões sempre acabo me perguntando por que diabos representar a realidade é algo visto como uma violação do processo criativo do escritor, por exemplo. Quero dizer, fazer um personagem negro realmente faria a fonte de criatividade de alguém secar e morrer? Representar pessoas reais seria criar um sistema de cotas? Apontar a falta de diversidade de um livro seria algemar o autor e impedi-lo de escrever sobre o que ele quiser? Hein???

Sinto muito, mas essa é uma linha de raciocínio que não faz o menor sentido pra mim, e vou tentar explicar o porquê nesse post. Abaixo estão as questões que geralmente aparecerem em discussões sobre representatividade e preconceito das quais participo em toda noite de lua cheia.”

Clique aqui e leia o artigo inteiro, que é uma delícia e tá muito, muito bem escrito e pesquisado e com as devidas referências.

Dentre as mensagens que os assinantes do manifesto deixaram, quero destacar essa de Arys N. Lycaon:

“Como uma pessoa (escritora e leitora) neurodivergente, de cor, não-binária e assexual, eu não tenho palavras para descrever o quanto esse manifesto é importante. Gostaria de agradecer a todos os responsáveis por ele, e a todas as pessoas que o apoiam. Posso garantir às pessoas que já estão em grupos altamente representados que não há nada como crescer numa sociedade que te marginaliza e que não te dá espaço, que lhe proíbe a oportunidade de se ver e se identificar de uma maneira profunda com os mais diversos personagens. E que, além disso, também não lhe dá espaço algum para conseguir fazer isso mudar. É por isso que manifestos como este são importantes, e por isso que a divulgação deles também o é – precisamos divulgar e precisamos encontrar nossa voz, e fazer essa situação mudar. Se não nos ouvem individualmente, então devemos fazê-los nos ouvir. É fácil ignorar individuais, mas difícil de ignorar um grupo inteiro. Muito obrigado por isso. <3”

As muitas mensagens e tuítes de apoio e entusiasmo que recebemos desde que o Manifesto Irradiativo foi publicado é um sinal de que não estamos sozinhos. Você não está sozinho.

Vamos continuar fazendo barulho.

Compartilhe nossas palavras por mais diversidade e representatividade na literatura especulativa nacional e faça sua parte para criarmos espaços mais diversos (e mais seguros) para todos.

Também escreveu sobre o manifesto e/ou sobre assuntos relacionados? Deixa um link para seu post aqui nos comentários!

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Selos de divulgação do Manifesto Irradiativo

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Agora você pode mostrar seu apoio ao Manifesto Irradiativo com um selo em seu site ou blog pessoal. É só copiar e colar o código HTML no espaço que você quiser ou baixar as imagens separadamente.

Ajude-nos a espalhar a mensagem e trazer mais gente para nossa luta!

 

Manifesto Irradiativo - Selo - Eu Apoio

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Manifesto Irradiativo - Selo - Eu Assino

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Manifesto Irradiativo - Selo - Leia

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